Você já parou para pensar em quantas coisas você ouviu, sentiu ou viu no seu dia a dia, meio que por um "acaso” e que, depois, foram transformadas em oportunidades, estratégias diferentes ou até mesmo em algum serviço ou produto?

A essa combinação de observação + facilidade de aprender ou interpretar alguma coisa = serendipidade.

O termo surgiu da palavra inglesa serendipity, criada pelo romancista inglês Horace Walpole, lá em 1754. Numa carta destinada ao seu amigo diplomata Horace Mann, ele contava sobre a impressionante história persa, “Os Três Príncipes de Serendip”, que leu quando ainda era criança. O conto retratava as aventuras de três príncipes da Ilha Serendip (atual Sri Lanka) que viviam fazendo valiosas descobertas de forma inesperada.

Pela capacidade de observação e sagacidade, os príncipes de Serendip conquistaram grandes tesouros, sem que especificamente estivessem buscando por eles. A essa capacidade dos príncipes, Walpole deu o nome serendipy: “descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso”.

Serendipidade é a forma criativa de lidar com uma situação, encontrando um resultado inesperado para determinado caso. Tem a ver com o fato de identificar oportunidades em problemas ou situações improváveis.

A serendipidade é um conceito incrível que pode transformar simples observações do seu dia a dia em grandes descobertas. E o livro Efeito Medici, de Frans Jhonsson traz uma fórmula para utilizar a serendipidade de forma sistemática: É ao conseguir cruzar campos, disciplinas e culturas diferentes que se torna possível combinar conceitos já existentes num grande número de novas ideias extraordinárias.

O grande barato das descobertas só acontece quando conseguimos relacionar o que sabemos com o que acabamos de encontrar. Daí surge a inovação e coisas incríveis são criadas.

A plataforma do Mulheres do Futuro por exemplo surgiu de um momento de serendipidade!

Para inovar é preciso estar pronta para ser beneficiada ao "acaso" para transformar observações em algo valioso.

A chave é prestar atenção, se permitir observar, buscar conhecimento, expandir sua mente, relacionar coisas improváveis para transformar a observação em inovação.

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